Aprenda mais sobre o seguro de seu carro

Você sabia que penas 30% dos veículos que circulam pelas ruas, avenidas e estradas do país possuem alguma espécie de seguro? Os dados são da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSEG). O percentual é considerado baixo pelas administradoras e corretoras.

A falta do hábito de consumo desse tipo de produto, os altos preços e a opção por modalidades de seguros mais diretas, a exemplo do seguro de vida e da previdência privada, são apontados, pelos executivos do setor como os principais inibidores desse mercado.

Mesmo trabalhando com índices de venda bem abaixo da média dos chamados países desenvolvidos, onde os seguros chegam a cobrir mais de 80% da frota, o Brasil é considerado um grande mercado em potencial, sobretudo pelo aumento significativo de veículos em circulação com menos de dez anos de uso.

De olho nesse mercado, as seguradoras têm oferecido vantagens, que vão desde a bonificação em descontos de até 35% na renovação de contratos até assistência técnica 24 horas em todo o país.

Continue acompanhado na próxima página informações importantes sobre seguros automotivos:

Tipos de seguros automotivos

As modalidades de contratos são inúmeras e cobrem desde danos a terceiros até a perda total do veículo por colisão, roubo ou incêndio. Apesar dos altos preços dos seguros automotivos (em média R$ 2,1 mil para os carros populares, dependendo da administradora e do perfil do segurado), a tendência é de queda progressiva nos preços. O cliente deve levar em conta não só o preço, mas também os serviços oferecidos.

Além disso, o cliente só deve fazer seguro de seu carro com um corretor habilitado pela Superintendência de Seguro Privado (Susep) e em empresas idôneas, é sempre bom ter em mente que o barato pode acabar saindo caro.

Valores das apólices veiculares

O valor a ser pago pelo seguro está condicionado a uma série de variáveis que são levadas em consideração pelas administradoras como Idade, sexo, estado civil, número de filhos, número de condutores do veículo e a existência de garagem residencial e no trabalho são alguns dos itens que são computados no momento da assinatura do contrato.

Com isso, homens solteiros e sem filhos pagam mais pelo seguro do que os casados. Homens mais velhos têm o valor do contrato reduzidos em relação aos mais novos.

Bônus no contrato e na renovação

Outro fator levado em consideração é o ano e o modelo do veículo. Carros mais novos têm seguro de valor proporcionalmente menor. Como atrativo na conquista de clientes, a grande maioria das seguradoras oferece uma bonificação entre 5% a 35% para os motoristas já segurados e que não se envolveram em acidentes durante a vigência do contrato.

Estes bônus são cumulativos, o que beneficia, prioritariamente, os motoristas mais prudentes. No caso de sinistro, o cliente perde a bonificação, podendo recuperá-la posteriormente, desde que não acione a seguradora de novo.

As mulheres estão na frente!

Ao contrário das velhas crenças sobre “mulheres ao volante”, elas são bem mais prudentes e cuidadosas no trânsito do que os homens. Apoiadas em pesquisas estatísticas que apontam baixíssimos índices de acidentes envolvendo motoristas do sexo feminino, sobretudo, com idades acima de 30 anos, as seguradoras decidiram reformular os seus sistemas de análise de risco e instituíram contratos com valores entre 10% e 15% mais baixos para as mulheres.

A diferença nos valores dos contratos para homens e mulheres, mesmo que ambos tenham a mesma idade, estado civil ou número de filhos, além de atrair um grande número de segurados do sexo feminino, possibilita uma excelente fonte de negócios para as corretoras e administradoras.

Isto porque, na prática, a utilização dos benefícios do seguro pelas mulheres não ultrapassa a faixa de 20% do total de contratos, enquanto que o resgate do seguro por homens ultrapassa os 35%. A diferença nos preços dos contratos levando em conta o sexo do segurado segue o modelo adotado pelos Estados Unidos, que por sua vez foi idealizado levando em consideração uma exaustiva pesquisa dos acidentes. O número de contratos assinados por mulheres ainda é inferior ao volume de contratos de segurados homens, mas a tendência é de crescimento.

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